Como a Psicologia pode ajudar na Síndrome do Pânico

Sindrome do Pânico

A Síndrome do Pânico é um problema real em nossa sociedade. E muito mais comum do que se imagina. Seu impacto na vida de quem sofre desse mal é, por vezes, aterrador.

Aqui, trataremos um pouco mais sobre a Síndrome do Pânico, suas causas e como o paciente poderá se beneficiar dos tratamentos ofertados por diversas abordagens da psicologia.

 

O que é a Síndrome do Pânico?

 A Síndrome do Pânico é um transtorno psicológico, que afeta a rotina da pessoa, por medo de novas crises ou crises em que esta se sente insegura.

A pessoa tem sensações como falta de ar, calor, medo da morte, ansiedade, entre tantas outras. A duração das crises não é constante, podendo variar de pessoa para pessoa e uma psicóloga poderá sempre ajudar neste tratamento.

Um dos sintomas mais comuns é a chamada fobia do aqui agora; onde a pessoa está em um determinado lugar, que tenha poucas saídas, e acaba por pensar que irá se sufocar.

Para evitar que as crises aconteçam, os pacientes tendem a levar acompanhantes, consigo para que, caso a crise ocorra, a pessoa terá ajuda para sair da crise rapidamente. 

 

Quais são as causas e consequências da Síndrome do Pânico?

Geralmente, as crises ocorrem por conta de um estresse muito alto, em determinada situação que desencadeia a Síndrome do Pânico na pessoa.

Esse tipo de crise faz com que a pessoa altere sua rotina, por medo de ter novas crises em público. Isso acaba gerando uma ansiedade, por antecipação, trazendo limitações em sua vida, de modo geral.

 

Qual é o tratamento para Síndrome do Pânico?

Para todo processo existe início, meio e fim. E, na psicoterapia, para tratar a Síndrome do Pânico, não é diferente. Durante as sessões, o paciente consegue se deparar com sua história, compreender como pode lidar com seus medos, anseios e como poderá enfrentá-los.

Reformular o modo como este se relaciona com as pessoas a sua volta, e com o ambiente ao seu redor e o que o levou a estar onde está hoje, refletindo sobre suas experiências e ampliado seu modo de vê-las, trará à tona seus sentimentos, como raiva e decepção e, assim, a discussão sobre eles.

A participação do paciente é fundamental durante este processo, pois ele será capaz de gerenciar melhor sua vida de maneira saudável, tendo autoconhecimento de todos os aspectos que a envolve.

Somente com um profissional habilitado a fazer o tratamento da Síndrome do Pânico pode fazer o acompanhamento deste paciente. Isso pois o tratamento inadequado pode vir a agravar a Síndrome do Pânico na pessoa, acarretando em mais prejuízos à sua vida pessoal.

As linhas de abordagens que podem se adequar melhor ao tratamento são EMDR (sigla, em inglês, para Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares), Cognitiva e Comportamental.

Porém todas as abordagens podem a Síndrome do Pânico, cada qual com suas técnicas e recursos diferentes. Entretanto, todas estas têm como objetivo o tratamento do paciente, através do controle de suas emoções.

Não existe um limite máximo de sessões para o tratamento, variando de pessoa a pessoa. Algumas conseguem uma evolução positiva em meses outras em anos. O importante é que se dê um passo de cada vez, não gerando altas expectativas, como se a psicoterapia fosse capaz de fazer milagres.

Lembramos que o tratamento é feito entre psicoterapeuta e paciente, através de construção, diária, de vínculos, durante o decurso das sessões, sendo uma via de mão dupla, e não apenas da parte do psicoterapeuta, onde o paciente é parte passiva do processo.

Não existe cura para a Síndrome do Pânico, pois um estresse que atinja o ponto extremo pode desencadear novamente a crise. Porém, a pessoa será capaz de administrar a crise, sem maiores agravamentos a sua vida.

Vale lembrar que o primeiro passo, para melhora, é reconhecer que precisa de ajuda e, efetivamente, procurá-la. Sem a vontade de buscar ajuda, nada surtirá efeito para evolução da pessoa, em relação à Síndrome do Pânico.

Conteúdo oferecido por Graziele Melo – Psicóloga São Bernardo